A ausência desta semana deve-se ao facto de ter ido ao outro mundo falar com o meu falecido paizinho, e para meu espanto, estava o finório a jogar á lerpa com o Gil Vicente, que logo ali e sem mais delongas me disse “é pá escreve lá o auto do pão-de-ló”.
E quem sou eu, um pobre penitente algures entre este mundo e o outro para dizer que não !, até porque apareceu o Afonso Henriques, que vinha de matar mouros, e disse “ò Vasco, se o gajo não publica essa coisa, corto-lhe a cabeça”.
Moral da história, tenho mesmo que publicar.
E quem sou eu, um pobre penitente algures entre este mundo e o outro para dizer que não !, até porque apareceu o Afonso Henriques, que vinha de matar mouros, e disse “ò Vasco, se o gajo não publica essa coisa, corto-lhe a cabeça”.
Moral da história, tenho mesmo que publicar.
O auto do Pão-deLó
Batem leve, levemente
Esta é a casa do Vicente
Ou da cigana do lado
Uma voz incipiente
Mas já com timbre de gente
Responde do outro lado
O Vicente mora aqui
Não está foi fazer chichi
Desça no elevador
Ó madame por favor
Sou amigo do Vicente
E o pão-de-ló está quente
Se o pão-de-ló está quente
E é amigo do Vicente
Entre que o chá está na mesa
Ó madame que surpresa
Pão-de-ló e chá na mesa
O Vicente que se esmere
Ele está pronto não tarda
Está com fome que se farta
Come tudo num instante
Alto aí, mais de vagar
Isto é só para o jantar
Até lá pão com manteiga
Mas que grande confusão
É pão-de-ló ou sabão
Afinal o que comemos
Qualquer coisa que se trinque
Pois com a fome não brinque
Nem com a pança da gente
E nisto entra o Vicente
Com cara de bem contente
E o pão-de-ló lá se foi
Tem a história esta moral
Come se não te faz mal
Nem te percas com paleios
OdL
Industrial da SerraDura
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