DOURO 2007
Dia 24
Terça, são 2 da tarde e já tenho tudo pronto. A canoa carregada e lavada, já está no jeep. O resto em casa, está á porta.
O Manel telefona, vai apanhar o expresso em Sete Rios.
São 5 da tarde, o Manel telefona de novo, está em Alcobaça á minha espera no café Arco-íris. Vou buscá-lo e de caminho vamos ás compras ao continente. Regresso á fábrica, depois a casa, pegamos em tudo e de novo na fábrica transferimos tudo para o jeep.
São 19,00 horas quando partimos. O mostrador marca 331 103 Kms e lá vamos com destino a Barca d’Alva passando pela Guarda.
O jantar é uma sopa e uma sandes, mais café e um bolo numa estação de serviço, isto já com chuva pelo caminho.
São 24,00 horas quando em Figueira Castelo Rodrigo acordamos a guarda (GNR), para saber do caminho que nos leva ao rio.
Á 01,00 da manhã entramos em Barca d’Alva com 342 kms no pelo e chuva que baste. Seguimos para a estação da CP onde dormimos que nem dois anjinhos até ás 07,00 horas da manhã.
Dia 25
Quarta, alvorada ás 07,00 horas, levantar ás 07,30, arrumar tudo e tomar um horrendo pequeno-almoço. Leite de arroz com cereais. Jeep carregado, nós prontos e lá partimos para o rio debaixo de uma chuva miudinha (morrinha) persistente.
Antes de sairmos visitamos a estação, que para meu espanto está limpa e varrida.
Na rampa que dá acesso á água estão dois pescadores que lá vão apanhando umas bogas, desmontamos e descarregamos o jeep, para de seguida preparar-mos e montarmos a canoa. Fica tudo preparado para a “Grande Expedição”.
Vamos ao café onde e como de costume se mete conversa com as funcionárias que aquela hora tomam o pequeno-almoço. Nisto chega outra esbaforida com o padeiro por lhe ter deixado ou não pão a mais ou a menos, não percebi. Quanto a nós o meu relato era do pequeno-almoço com leite de arroz, pois na minha modesta opinião leite só de vaca ou cabra. A opinião da última senhora chegada era um pouco mais lata, também havia leite de cabrão.
Café tomado, despedidas feitas, vou buscar água para a viagem, arrumo e tranco o jeep, são 10,00 horas quando iniciamos a descida.
A chuva miudinha continua persistente o que nos molha completamente. Secos só da “cintura escapulária” á “cintura pélvica”, e nisto de rema e mais rema o Manel fás a derradeira confissão, “o meu horror ou pânico é se molhar os tomates”.
São 13,00 horas quando chegamos a Castelo Melhor. Debaixo de enormes guarda chuvas, estão quatro pescadores que nos dão as “más” vindas.
Molhados mas a vida continua e debaixo de chuva ora miudinha ora mais grossa, lá se fás o almoço cuja ementa será :
Arroz maluco
Tinto do Douro
Café.
Almoço comido, loiça lavada, barco sem água e são 14,30 quando partimos rumo á aventura, sempre molhada.
Temos de parar duas vezes para tirar água da canoa, pois esta tem um rombo á proa, e ainda paramos uma terceira pois o “Vasco da Gama” (embarcação de turismo) vem a subir o rio e quase nos mete a pique.
Continuamos, agora sim debaixo de um verdadeiro temporal, chuva grossa e vento de proa.
Ainda fazemos uma paragem para tentar um apeadeiro abandonado ao longo do rio, mas não tinha teto. Lá continuamos com o Manel a assoar-se.
Nisto e numa curva onde o rio dá a volta, avistamos o Pocinho.
São 18,00 horas quando atracamos. De seguida vamos tentar guarida com o guarda do ancoradouro, mas nada. Sigo para a casa agrícola mais adiante a qual nos acolheu á quatro anos.
É uma casa agrícola de vinho ou azeite !!, continuo sem saber. Somos acolhidos pelo Sr. Engenheiro ao qual solicitamos a boa vontade de um telheiro para passar a noite.
Ao nosso pedido ele manda os “Ucranianos” instalarem-nos numa casa que ficava na colina e que normalmente deve acolher trabalhadores. Enfim uma suite 5 estrelas. Temos divãs com molaflex “o do Manel tinha uma cova” e dois cobertores sendo um de papa.
Ancoramos a canoa na ilha e lá vamos colina acima só com o essencial. Barracão de tijolo e madeira com “merda no chão”, mas lá a limpamos com uma esfregona.
Jantamos umas sopas liofilizadas “Misco” de origem japonesa á qual basta só juntar água quente.
Janto e deito-me, o Manel ainda vai tomar um banho de água quente.
São 21,00 horas, tomo dois comprimidos “Aulin” para as dores de braço e costas e adormeço que nem um anjinho até ás 8 do dia seguinte.
Dia 26
Alvorada ás 8,00 horas. O Manel chora uma noite mal dormida, pois rapou frio que baste e o colchão fazia cova, culpa dele. Acontece que o Sr. pôs um cobertor a servir de lençol e outro a tapá-lo. Quanto a mim foi uma noite em cheio, deitei-me em cima do colchão e pus os dois cobertores por cima.
O Manel vai de novo tomar banho. Pequeno-almoço, arrumar tudo, nosso e da casa.
Regressamos á canoa onde deixamos tudo ao “Deus dará”, e com boa disposição, lá marchamos para a estação da CP onde nos informamos que haverá camioneta para Barca d’Alva ás 10,30.
O Manel prefere e ainda insiste num táxi, mas prevalece a votação por maioria simples. Vamos de camioneta. Para fazer horas vamos até ao café.
Ás 10,30 lá seguiu com o Sr. Carlos motorista direitos a Vila Nova de Foz Côa onde fazemos uma paragem de 50 minutos.
Óptimo, vou mostrar Foz Côa ao Manel e tomamos um pequeno-almoço de 5 estrelas, na casa que me abastece de pão nas descidas de rio.
Daqui a Figueira Castelo Rodrigo é uma viagem turística onde todos se conhecem. Em Castelo Rodrigo mudamos para uma camioneta mais pequena cujo motorista é o meu grande amigo “Jaime”, conforme viria a explicar ao meu amigo Manel.
Amigo do peito e de infância (o Jaime).
Por fim a tão almejada Barca d’Alva. Vamos ao café para nos despedirmos das simpáticas senhoras e molhar a goela com um traçadinho para mim e um compal para o Manel.
De novo no jeep e desta só paramos no Pocinho para carregar e agradecer ao Sr. Engenheiro uma noite bem passada.
Regressamos ao Juncal.
No caminho paramos várias vezes para gasóleo ou para o Manel matar a “malvada” e assim lá vamos jantando.
São 20,00 horas quando arrumo a canoa na fábrica e regresso a casa. Aqui bebo um leite bem quente tomo banho e durmo até ás 7,00 horas.
Dia 27
Alvorada ás 7,00 horas, já é sexta e o Manel já anda a pé, aliás ele sempre passou parte das noites a pé. Ou é sonâmbulo ou contador de horas.
Pequeno-almoço tomado, casa arrumada “mais ou menos” e pelas 10,00 partimos rumo a Lisboa com paragem na Benedita para um café, bolo e pão.
Lisboa, deixo o Manel em casa da mãe dele, regresso á João do Rio e dou por fim uma jornada que seria bem maior se o São Pedro ajudasse um pouco.
Esta saldou-se com chuva, vento e molha atrás de molha, mas sempre com boa disposição.
Podia ter sido bem pior, caso o Manel molhasse os tomates.
Quanto ao dizer “vamos descer o Douro”, não tem significado, pois aquilo era sempre, mas sempre a direito e com curvas atrás de curvas.
Mas ……………… valeu a pena.
Olho de Lince
Dia 24
Terça, são 2 da tarde e já tenho tudo pronto. A canoa carregada e lavada, já está no jeep. O resto em casa, está á porta.
O Manel telefona, vai apanhar o expresso em Sete Rios.
São 5 da tarde, o Manel telefona de novo, está em Alcobaça á minha espera no café Arco-íris. Vou buscá-lo e de caminho vamos ás compras ao continente. Regresso á fábrica, depois a casa, pegamos em tudo e de novo na fábrica transferimos tudo para o jeep.
São 19,00 horas quando partimos. O mostrador marca 331 103 Kms e lá vamos com destino a Barca d’Alva passando pela Guarda.
O jantar é uma sopa e uma sandes, mais café e um bolo numa estação de serviço, isto já com chuva pelo caminho.
São 24,00 horas quando em Figueira Castelo Rodrigo acordamos a guarda (GNR), para saber do caminho que nos leva ao rio.
Á 01,00 da manhã entramos em Barca d’Alva com 342 kms no pelo e chuva que baste. Seguimos para a estação da CP onde dormimos que nem dois anjinhos até ás 07,00 horas da manhã.
Dia 25
Quarta, alvorada ás 07,00 horas, levantar ás 07,30, arrumar tudo e tomar um horrendo pequeno-almoço. Leite de arroz com cereais. Jeep carregado, nós prontos e lá partimos para o rio debaixo de uma chuva miudinha (morrinha) persistente.
Antes de sairmos visitamos a estação, que para meu espanto está limpa e varrida.
Na rampa que dá acesso á água estão dois pescadores que lá vão apanhando umas bogas, desmontamos e descarregamos o jeep, para de seguida preparar-mos e montarmos a canoa. Fica tudo preparado para a “Grande Expedição”.
Vamos ao café onde e como de costume se mete conversa com as funcionárias que aquela hora tomam o pequeno-almoço. Nisto chega outra esbaforida com o padeiro por lhe ter deixado ou não pão a mais ou a menos, não percebi. Quanto a nós o meu relato era do pequeno-almoço com leite de arroz, pois na minha modesta opinião leite só de vaca ou cabra. A opinião da última senhora chegada era um pouco mais lata, também havia leite de cabrão.
Café tomado, despedidas feitas, vou buscar água para a viagem, arrumo e tranco o jeep, são 10,00 horas quando iniciamos a descida.
A chuva miudinha continua persistente o que nos molha completamente. Secos só da “cintura escapulária” á “cintura pélvica”, e nisto de rema e mais rema o Manel fás a derradeira confissão, “o meu horror ou pânico é se molhar os tomates”.
São 13,00 horas quando chegamos a Castelo Melhor. Debaixo de enormes guarda chuvas, estão quatro pescadores que nos dão as “más” vindas.
Molhados mas a vida continua e debaixo de chuva ora miudinha ora mais grossa, lá se fás o almoço cuja ementa será :
Arroz maluco
Tinto do Douro
Café.
Almoço comido, loiça lavada, barco sem água e são 14,30 quando partimos rumo á aventura, sempre molhada.
Temos de parar duas vezes para tirar água da canoa, pois esta tem um rombo á proa, e ainda paramos uma terceira pois o “Vasco da Gama” (embarcação de turismo) vem a subir o rio e quase nos mete a pique.
Continuamos, agora sim debaixo de um verdadeiro temporal, chuva grossa e vento de proa.
Ainda fazemos uma paragem para tentar um apeadeiro abandonado ao longo do rio, mas não tinha teto. Lá continuamos com o Manel a assoar-se.
Nisto e numa curva onde o rio dá a volta, avistamos o Pocinho.
São 18,00 horas quando atracamos. De seguida vamos tentar guarida com o guarda do ancoradouro, mas nada. Sigo para a casa agrícola mais adiante a qual nos acolheu á quatro anos.
É uma casa agrícola de vinho ou azeite !!, continuo sem saber. Somos acolhidos pelo Sr. Engenheiro ao qual solicitamos a boa vontade de um telheiro para passar a noite.
Ao nosso pedido ele manda os “Ucranianos” instalarem-nos numa casa que ficava na colina e que normalmente deve acolher trabalhadores. Enfim uma suite 5 estrelas. Temos divãs com molaflex “o do Manel tinha uma cova” e dois cobertores sendo um de papa.
Ancoramos a canoa na ilha e lá vamos colina acima só com o essencial. Barracão de tijolo e madeira com “merda no chão”, mas lá a limpamos com uma esfregona.
Jantamos umas sopas liofilizadas “Misco” de origem japonesa á qual basta só juntar água quente.
Janto e deito-me, o Manel ainda vai tomar um banho de água quente.
São 21,00 horas, tomo dois comprimidos “Aulin” para as dores de braço e costas e adormeço que nem um anjinho até ás 8 do dia seguinte.
Dia 26
Alvorada ás 8,00 horas. O Manel chora uma noite mal dormida, pois rapou frio que baste e o colchão fazia cova, culpa dele. Acontece que o Sr. pôs um cobertor a servir de lençol e outro a tapá-lo. Quanto a mim foi uma noite em cheio, deitei-me em cima do colchão e pus os dois cobertores por cima.
O Manel vai de novo tomar banho. Pequeno-almoço, arrumar tudo, nosso e da casa.
Regressamos á canoa onde deixamos tudo ao “Deus dará”, e com boa disposição, lá marchamos para a estação da CP onde nos informamos que haverá camioneta para Barca d’Alva ás 10,30.
O Manel prefere e ainda insiste num táxi, mas prevalece a votação por maioria simples. Vamos de camioneta. Para fazer horas vamos até ao café.
Ás 10,30 lá seguiu com o Sr. Carlos motorista direitos a Vila Nova de Foz Côa onde fazemos uma paragem de 50 minutos.
Óptimo, vou mostrar Foz Côa ao Manel e tomamos um pequeno-almoço de 5 estrelas, na casa que me abastece de pão nas descidas de rio.
Daqui a Figueira Castelo Rodrigo é uma viagem turística onde todos se conhecem. Em Castelo Rodrigo mudamos para uma camioneta mais pequena cujo motorista é o meu grande amigo “Jaime”, conforme viria a explicar ao meu amigo Manel.
Amigo do peito e de infância (o Jaime).
Por fim a tão almejada Barca d’Alva. Vamos ao café para nos despedirmos das simpáticas senhoras e molhar a goela com um traçadinho para mim e um compal para o Manel.
De novo no jeep e desta só paramos no Pocinho para carregar e agradecer ao Sr. Engenheiro uma noite bem passada.
Regressamos ao Juncal.
No caminho paramos várias vezes para gasóleo ou para o Manel matar a “malvada” e assim lá vamos jantando.
São 20,00 horas quando arrumo a canoa na fábrica e regresso a casa. Aqui bebo um leite bem quente tomo banho e durmo até ás 7,00 horas.
Dia 27
Alvorada ás 7,00 horas, já é sexta e o Manel já anda a pé, aliás ele sempre passou parte das noites a pé. Ou é sonâmbulo ou contador de horas.
Pequeno-almoço tomado, casa arrumada “mais ou menos” e pelas 10,00 partimos rumo a Lisboa com paragem na Benedita para um café, bolo e pão.
Lisboa, deixo o Manel em casa da mãe dele, regresso á João do Rio e dou por fim uma jornada que seria bem maior se o São Pedro ajudasse um pouco.
Esta saldou-se com chuva, vento e molha atrás de molha, mas sempre com boa disposição.
Podia ter sido bem pior, caso o Manel molhasse os tomates.
Quanto ao dizer “vamos descer o Douro”, não tem significado, pois aquilo era sempre, mas sempre a direito e com curvas atrás de curvas.
Mas ……………… valeu a pena.
Olho de Lince
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